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21 de Junho, 2020 - 20:27
Força-tarefa leva socorro à região com mais índios infectados pelo coronavírus


A Covid-19 avança pelo interior do Brasil, se espalha nas aldeias e põe em risco os povos indígenas: o impacto do coronavírus pode ser devastador para uma população já tão ameaçada.





Para mostrar essa realidade de perto, o Fantástico acompanhou uma missão do Greenpeace a uma das regiões com o maior número de indígenas mortos e infectados pela Covid-19, na Amazônia.




Veja lista com índios que perderam a vida por causa do novo coronavírus:









Índios são vítimas do coronavírus na Amazônia




 








 


 





 






 


 


 





 





 




 


 


 





 


 


 







 


 




 





 






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Índios são vítimas do coronavírus na Amazônia





Feliciano Lana, etnia Desana - Amazonas

Artista e ex-pajé.




Cacique Vicente Saw, etnia Munduruku - Pará

Vicente Saw era conhecido pela alegria e compromisso com a defesa do seu povo, dos rios e florestas do território. Estava sempre sorrindo e lutou contra a invasão dos garimpos e das barragens.



 



Amancio Iko, etnia Munduruku - Pará

Brigou pelo direito dos Munduruku poderem registrar seus nomes originais e não nomes de brancos e pelo direito à educação diferenciada, respeitando o saber do seu povo.




Martinho Boro, etnia Munduruku - Pará

Foi um dos primeiros professores Munduruku, alfabetizou muitas crianças. Grande conhecedor dos cânticos tradicionais, se preocupava em contar as histórias dos antepassados, para que as crianças saibam as histórias dos avós.




Arikasú Suruí, etnia Aikewara - Pará

Guerreiro aikewara, amável com os seus, bravo diante dos inimigos. Ensinou seus filhos e netos a viver da floresta, vascaíno.




Warini Surui, etnia Aikewara - Pará

Compartilhava seu imenso conhecimento sobre o mundo de forma amável e generosa. Graças a ele pelo menos três gerações de Aikewara aprenderam as canções de seu povo.




Apí Suruí, etnia Aikewara - Pará

Antigo chefe aikewara. Apí guiou o seu povo em um de seus momentos mais difíceis. Sempre calmo, dono de um senso de humor inconfundível. Torcia pelo Botafogo.




Ponokatu Assurini, etnia Asurini - Pará

Uma das principais lideranças femininas do povo Asuriní, Ponakatu dedicou sua vida à preservação da língua e dos conhecimentos artefatuais de seu povo. Com sua fala mansa, ajudou a formar os professores indígenas que hoje ensinam as crianças Asuriní.




Porakê Asuriní, etnia Asurini - Pará

Marido de Ponakatu, exímio tradutor de mundos, Poraké foi o principal responsável pelas iniciativas visando o registro dos conhecimentos e da cultura Asuriní para as novas gerações.




Sakamiramé Asuriní, etnia Asurini - Pará

Era o mais velho entre os Asuriní, detentor de um repertório inesgotável de cantos tradicionais e um profundo conhecedor do passado de seu povo.




Iranoa Asuriní, etnia Asurini - Pará

Depois de perder os pais durante o contato com os brancos, Iranoa lutou incansavelmente na defesa da vida e da cultura de seu povo.



 



Bep Karoti, etnia Xikrin do Cateté - Pará

Cacique da aldeia Pokro e referência para todo o povo Xikrin, era uma liderança forte, física e espiritualmente, que defendeu a floresta contra madeireiros e os rios contra a poluição da mineração.




Bepkraipo, etnia Mbengokrê - Pará

Professor e intelectual, tanto na cultura indígena quanto na sociedade branca, dava aula de língua indígena e ensinava os jovens a jogar bola.




Dionito José de Souza, etnia Macuxi - Roraima

Dionito começou sua trajetória como microscopista no combate à malária. Lutou por uma saúde indígena digna e eficiente. Ele se destacou na batalha pela homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, lugar onde nasceu, na comunidade Maturuca, extremo norte de Roraima.




Paulinho Paiakan, etnia Kayapó - Pará

Um tradutor de mundos. Paiakan mobilizou e comandou seu povo quando, pela primeira vez na história do país, os Kayapó desceram maciçamente para Brasília para participar dos trabalhos da Assembleia Constituinte. Os Kayapó, juntamente outros povos indígenas, tiveram um papel muito importante nesse processo de trazer pela primeira vez, a voz, a vontade, a expectativa dos povos indígenas brasileiros para o Congresso Nacional.




Higino Pimentel Tenório, etnia Tuyuca - Amazonas

Liderança tuyuka do alto rio Tiquié, segundo filho de Bua, do primeiro segmento do sib Opaya. Estudou com os salesianos em Pari-Cachoeira e São Gabriel, formando-se depois como professor indígena. Viveu em outras regiões do alto rio Negro, no Brasil e na Colômbia, retornando depois para seu povoado, onde conduziu a criação da Escola Indígena Tuyuka, que coordena atualmente. Participou da publicação de vários livros da Escola Tuyuka e de um álbum de músicas de seu povo. Atualmente assessora a formação de outras escolas indígenas e é professor do magistério indígena no município de São Gabriel da Cachoeira.




 

Fonte: G1
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