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9 de Marco, 2018 - 08:19
Você sabe como o Facebook invade sua privacidade para entupir sua timeline com anúncios?

Todos nós sabemos que o Facebook não é exatamente uma plataforma que se preocupa com a privacidade de seus usuários — a companhia de Mark Zuckerberg costuma vacilar bastante nesse quesito. Recentemente, por exemplo, ela passou a anunciar um app gratuito de VPN que, posteriormente, foi descoberto como sendo uma verdadeira ferramenta de vigilância da rede social para coletar informações de navegação dos internautas (sendo capaz, inclusive, de continuar coletando dados mesmo quando não estiver sendo usada).

Em uma das teorias da conspiração mais famosas envolvendo o serviço, o Facebook é acusado de, em seu aplicativo oficial para smartphones, utilizar o microfone do seu celular para ouvir suas conversas, oferecendo publicidade direcionada na sua timeline. Por mais bizarra que seja, essa linha de pensamento faz sentido: essa seria a única explicação para aqueles momentos em que você comenta com alguém sobre determinada marca de roupas e, logo em seguida, começa a ver anúncios daquela grife enquanto navega na rede social.

Isso — provavelmente — não é verdade. Questionado sobre o assunto pelo The Wall Street Journal, Antonio Garcia Martinez, gerente de produtos de anúncios direcionados do Facebook, afirmou que recolher e fazer upload de tantos dados assim é algo que “poderia esgotar até mesmo os recursos da NSA”, referindo-se ao órgão de vigilância estadunidense. Sendo assim, como a plataforma consegue saber tudo o que gostamos, falamos, fazemos e compramos (ou, pior ainda, queremos comprar)?

Bolsa de dados

A chave está nas empresas conhecidas como data brokers — que, em uma tradução direta para o português, podem ser chamadas de corretoras de dados. Trata-se de uma área de atuação legalizada, na qual a companhia recolhe (com o teórico consentimento do indivíduo) e compila informações de consumo a respeito dos cidadãos, oferecendo tal banco de dados para parceiros interessados em utilizá-los.

Sabe quando você vai em um supermercado e eles lhe oferecem descontos ou programas de fidelidade, pedindo seu número de telefone ou CPF? Pois bem. Aquele cadastro é transferido para as data brokers, e, se alguma delas for parceira do Facebook, a rede social consegue cruzar seu histórico de compras para montar um perfil de consumidor e encaixá-lo dentro do público-alvo de determinado anunciante.

A associação entre “o cadastro do programa de fidelidade” e “o perfil no Facebook” pode ser feito de várias formas, mas a principal costuma ser o número do seu celular (e eis a importância de não usar o mesmo contato para esse tipo de coisa e para as redes sociais). Digamos, então, que você tenha de 20 a 30 anos e tenha adquirido uma garrafa de Coca-Cola. Você começará a ver anúncios da Coca-Cola na timeline (ou da Pepsi, caso a concorrência queira atingir os fãs da marca rival).

GPS e apps de terceiros

Outro método frequentemente usado pelo Facebook para rastrear seus gostos é usar recursos de geolocalização. Todos nós usamos o Google Maps, o Waze ou o Uber no cotidiano; logo, o GPS de nossos celulares costuma estar sempre ligado. O problema é que a rede social tem a capacidade de saber por onde estamos andando e até mesmo quais lojas nós visitamos.

O Wi-Fi tem uma utilidade parecida — se você usou a rede gratuita do Starbucks, a plataforma sabe que você acessou a internet através de um endereço IP ou endereço MAC associado àquela cafeteria. Logo, tem interesse em seus produtos e serviços.

Instalar um aplicativo ou um jogo também diz muito sobre o seu perfil. Se o internauta acabou de baixar um software como o Endomondo (usado para praticar atividades físicas), significa que está tentando levar uma vida fitness, e pode se interessar por itens de academia ou alimentos saudáveis. Todo celular inteligente possui uma identificação única usada apenas para fins publicitários, e esse pequeno código — associado ao seu histórico de downloads — é tudo o que o Facebook precisa para saber mais sobre você.

Vigilância legalizada

Todo esse conjunto de informações dá ao Facebook uma visão clara e detalhada de quem você é. Por mais que alguma medidas possam ser tomadas para reduzir o grau de rastreio (como manter o GPS desligado, evitar programas de fidelidade e revisar suas configurações de privacidade na própria rede social), devemos dizer que é um tanto difícil se ver completamente livre dessa espionagem generalizada — a menos que você decida viver sem usar a plataforma.

Fonte: The Wall Street Journal, Gazeta do Povo
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