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7 de Janeiro, 2015 - 13:48
Batismo de fogo

  JOSÉ ARIMATÉIA


“Mil cairão ao meu lado e dez mil a minha direita, mas não serei atingido”. (Salmo91-Verso 7)



Foi com essa citação bíblica que o governador eleito, Pedro Taques, finalizou seu discurso no evento da diplomação dos eleitos em 2014.



As medidas anunciadas no primeiro dia do seu governo são realmente de impacto. 



Senão vejamos: Suspende concurso público, anula promoções de 600 policiais civis, demite dois mil servidores comissionados. Suspende pagamentos de fornecedores e os restos a pagar da gestão Silval Barbosa, que segundo a equipe de transição do atual governo somam mais de R$760 milhões. Denuncia que Silval pagou R$100 milhões ao apagar das luzes, e afirmou que foram pagos a empreiteiras. 



Ainda bloqueado pela Justiça, cerca de R$100 milhões que deveriam ser repassadas para a saúde, que o novo secretário de saúde diz ser impossível funcionar o sistema de saúde sem esses recursos. Suspendeu contratações, inclusive de concursados.



Os rombos, desmandos, falcatruas e corrupção dos dois últimos governadores vieram à tona. Os dois, Blairo e Silval apoiaram o Lula e a Dilma, provavelmente se acham blindados e não serão punidos pela Justiça.



Isto é só uma amostra porquê a falência e o caos é uma verdade inconteste. Segurança não existe, saúde e educação, muito menos. Estradas em estado de calamidade. A Copa do Mundo, através do gerenciamento da Secopa, virou antro de ladroagem. Elefante Branco, obras inacabadas. Obras inauguradas já desabando e uma dívida impagável, inviabilizando ainda mais a recuperação financeira do estado.



Até agora, todo mundo tem elogiado as iniciativas de Pedro Taques, mas, na hora em que a Assembleia Legislativa reabrir os trabalhos, no dia 1º de fevereiro de 2015, começará o inferno astral do governador. Daí, o “batismo de fogo”.



Primeiro a eleição da Mesa Diretora, já que existem duas chapas, qualquer intervenção do executivo a favor de qualquer uma será o primeiro estopim para o “racha” contra as ações do governo. Começa a briga por nomeações no segundo escalão por indicações dos deputados. 



Começa, se Taques não resistir, o “toma lá, da cá” em nome da “famigerada” governabilidade.



Começarão as coerções fortes, e aí o governador vai ter que ser firme, não se estressar, pois o estresse pode vir acompanhado de síndromes nervosas, dores musculares, dores de cabeça, dor no peito, nó na garganta, taquicardia, pressão arterial alterada, dor no estômago, confusão mental, fadiga e estafa. O ser humano atingido pela fadiga e ansiedade torna-se improdutivo.



O secretariado nomeado por Taques é, na sua maioria, de técnicos e promotores. A nomeação de promotores para cargos de secretários era vedada pela Constituição Federal, promulgada em 1988. Será que houve mudança na Lei? 






"Até agora, todo mundo tem elogiado as iniciativas de Pedro Taques, mas, na hora em que a Assembleia Legislativa reabrir os trabalhos, no dia 1º de fevereiro de 2015, começará o inferno astral do governador."








Já vivi estas situações, que é o sistema do “toma lá, da cá”, o que me enoja, daí eu ter largado a minha vida pública, pois nunca concordei com roubalheira, corrupção, traição e deslealdade. Infelizmente a classe política está tão desmoralizada, que, a maioria do povo, por eu ser um simples cidadão, que exerceu 6 anos de vereador em Barra do Garças e dois mandatos de Deputado Estadual pelo Vale do Araguaia, com dignidade e competência, afirmo isto sem nenhuma vaidade, quem duvidar que pesquise os arquivos da Assembleia Legislativa que acharão a confirmação.



Mas o povo generaliza, e, me chamam de burro ou mentiroso, de político correto nunca. 



É o mesmo povo que no outro dia está batendo a sua porta para pedir dinheiro para irem passear, fazer festas de aniversários, de casamento dos seus filhos. Os primeiros que, na época da eleição, perguntam quanto o senhor está pagando pelo voto? 



Não interessa se o cara é ficha limpa ou ficha suja, ele quer é o “beréré”. Por isso já afirmei e reafirmo, ou o povo muda, ou nada mudará. Reforma Política é só engodo para os políticos do jeito que está é bom demais. Salvo as raríssimas exceções. Os que o povo chama de bobos.



Como o secretariado não é nada político ou diplomático, o governador terá que ter muita habilidade, não se colocar como o dono da verdade. 



Vai ter que ouvir, consultar e dialogar com os outros Poderes para concretizar as medidas anunciadas e que sejam ações dos três Poderes. Executivo, Legislativo e Judiciário.



Termino aconselhando o Dr. Pedro Taques, já que ele mostrou-se leitor da Bíblia e um religioso, que ele leia também o Salmo 28-Verso 1, que diz: “A ti clamarei Senhor, não emudeças para comigo, não permita que eu fique semelhante aos que descem ao abismo”. 



A política é um caminho cheio de labirintos, com um abismo imensurável. Sucesso, governador. Mato Grosso precisa.



JOSÉ ARIMATÉIA  foi deputado estadual em Mato Grosso, pela região do Araguaia.


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