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17 de Outubro, 2014 - 09:42
Disputa acirrada

  LOUREMBERGUE ALVES


A disputa pela presidência da República está muito acirrada. E isso é bom.Ruim seria se a briga pelo maior e mais importante posto do Estado tivesse terminado em primeiro turno, ou, no segundo turno, se o distanciamento fosse muito grande entre os dois concorrentes.O acirramento é salutar e faz muitíssimo bem ao processo de escolha. Pois leva o eleitorado a pensar sobre a importância do seu voto, o qual diz respeito à assinatura no contrato de trabalho do eleito ou da eleita, assim como também obriga os candidatos a melhorarem seus desempenhos.Estes, contudo, dependem da condução de suas campanhas que, por sua vez, reflete a orientação das equipes de marketing e de políticas.Quadro que podem ser identificada nos números das pesquisas de intenção de votos. Aliás, recentemente, saíram os índices percentuais apurados pelo Ibope e o Datafolha. Institutos que apresentam o Aécio Neves com 45% e a Dilma, 43%.São os mesmos dados das coletas anteriores. Prevalecendo, aqui, o empate técnico, embora exista uma ligeira vantagem do tucano.Vantagem que se torna muito maior quando se observa os resultados em cada região: a presidente-candidata seria vitoriosa no Norte (56%) e Nordeste (68%), enquanto o tucano obtém vitórias no Centro-Oeste (63%), Sudeste (59%) e Sul (61%).O mineiro também se sobressai entre os eleitores com os ensinos médio (54%) e superior (65%), ao passo que a petista aparece em destaque entre o eleitorado com o ensino fundamental (60%).A Dilma igualmente se destaca entre os votantes que recebem até dois salários (60%), e o Aécio, de 2 a 5 salários (56%), de 5 a 10 salários (65%) e mais de 10 salários (68%).Ao analisar cada um desses índices, percebe-se um cenário político-eleitoral altamente favorável ao senador-candidato. Isso tem obrigado a presidente-candidata, e com razão, a partir para cima do adversário, não lhe dando trégua, sequer, no intervalo de um e outro horário político, ou bloco e outro.E ela o faz com certa competência. Ainda que se perca, sempre, na construção de frases - desencontradas entre si, e sem conexão alguma com as realidades do país.Lacunas que realçam o distanciamento do Brasil da campanha eleitoral petista do Brasil real, porém, mesmo assim, consegue desconstruir a imagem do tucano mineiro.Tanto é que ele se vê, agora, em apuros, pois teve o seu índice percentual de rejeição aumentado de 34% para 38%.Sinal de fraqueza. Uma fraqueza que tende a aumentar, caso não haja uma reoxigenação na campanha do peessedebista.Reoxigenação necessária. Impulsionada no saber utilizar a participação de lideranças dissidentes da base aliada (PDT e PMDB), ajudada por estratégias que coloquem sobre a mesa de discussão os problemas do país: descontrole da inflação, baixíssimo crescimento da economia, corrupção, caos da educação, saúde e segurança públicas etc.A presidente-candidata, é claro, não tem interesse nesses temas, muito menos em trazê-los para o debate.Cabe, então, ao candidato oposicionista obrigá-la a tal, ou usar-se de artimanhas discursivas para jogar os ditos temas sobre o tablado.Tarefa que deve ser seguida de outra, o da conquista dos eleitores menos escolarizados e de menor salário. Conquista necessária. Imprescindível.



LOUREMBERGUE ALVES é professor universitário e articulista político em Cuiabá.


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