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24 de Julho, 2014 - 19:21
Governo e filosofia

  ONOFRE RIBEIRO


Compreender o inconsciente coletivo ficou muito difícil nesses tempos de redes sociais e de independência da comunicação em rede, livres do pensamento político geral, Até recentemente bastava a mídia tradicional.

Hoje um mundo paralelo de informação corre nos smartfones de forma rápida em linguagem quase cifrada e mensagens curtas. 

O assunto tem a ver com este ano e este momento de campanhas políticas onde candidatos a governantes e a parlamentares se elegerão pensando de forma rígida e planejando governar para modelos antigos.

Antigos significam dez anos, no máximo. Mais do que isso já não interfere na realidade atual.

Em janeiro de 2015, um novo governador vai se instalar no Palácio Paiaguás, 24 deputados estaduais, oito deputados federais e um senador nos parlamentos. 

Todos com mandato outorgado pela população votante do estado de Mato Grosso, em nome de todos os mato-grossenses. 



Se tomarem os seus assentos pensando fora do mundo das redes, estão condenados à mediocridade, que produz ineficiência e a repetição de métodos antiquados que não justificam os impostos arrecadados e as expectativas depositadas pela sociedade.



Já houve governantes em Mato Grosso, e cito Dante de Oliveira (1995/2002), que criaram grupos de pensamento filosófico pra avaliar as expectativas e sondar as aspirações do inconsciente coletivo. 



Nunca avançam, porque a mediocridade do cotidiano burocrático e político sufoca os governantes e faz deles o que sempre fez: apenas burocratas com muito poder.

Aqui entram as redes sociais. O próximo governador de Mato Grosso e os parlamentares eleitos em 2014 precisarão conhecer o inconsciente coletivo fora dos métodos tradicionais. 

Ficarão de pernas quebradas se ignoraram as redes digitais por onde circulam informações e verdades que não transitam em nenhum outro lugar. 

Pessoas mais voltadas à filosofia e ao entendimento humanista são adequadas para ocupar esse papel de captação e de formulação de percepções novas da sociedade. 

Depois, transformá-las em projetos e leis, é papel dos técnicos e dos legisladores.

Concretamente, imagino que já não cabem governantes cercados de assessores, longes dos pensamentos do inconsciente coletivo, e agarrados nas miseráveis liturgias do poder: carrões, títulos, assessores abridores de portas, anotadores de agendas pouco úteis. 

A grande agenda desses tempos novos chama-se inconsciente coletivo, que transita anônima pelas redes digitais.



ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@terra.com.br 

www.onofreribeiro.com.br

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