Bem vindo ao Arinos Notícias, Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017
opiniões
     
21 de Maio, 2014 - 16:54
Parar de fumar é possível!

  Beatriz Coppi daqui dali

Independente do motivo para tragar o primeiro cigarro, cortar esse vício não é tão simples quanto parece para quem está de fora. E, segundo o psicólogo Paulo Tessarioli, é apenas possível quando o desejo de abandonar esse hábito vem 100% do fumante. “Se é um vício, existe um ganho secundário. A pessoa fuma não por ser gostoso, mas porque há algum ganho com isso. Geralmente, fica mais tranquila e percebe que o cigarro consegue acalmá-la. Então coloca na cabeça que precisa do cigarro para viver”, explica.


Ricardo Mourilhe, vice presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, conta, porém, que geralmente o fumante opta por lutar contra o vício apenas quando consequências mais fortes na saúde começam a se manifestar. “O fato é que todo mundo acha que a doença nunca vai chegar neles, só no outro. Então ter uma doença mais grave é um grande incentivo psicológico”. Ainda de acordo com ele, apesar de a interrupção ser incentivada antes de grandes problemas, o ideal seria uma divulgação intensa da mídia.

Para valer


monkeybusinessimages/ iStock

Segundo Tessarioli, no entanto, ter informação sobre os danos do cigarro para a saúde não basta para conscientizar o fumante. “Aquelas fotos na caixa de cigarro, por exemplo, não resolvem. Se a pessoa quiser, é só colocar o dedo em cima que nem vê mais”, destaca. “Na rede pública, você liga no 0800, ouve algumas recomendações e depois é encaminhado para um grupo mais próximo. Mas não há iniciativa para fazer o fumante querer parar, apenas para os que já querem”.

De acordo com o psicólogo, é necessário pressão. “Se não partir da pessoa, tem que pressionar, porque é um vício”, explica. “O que tocaria emocionalmente uma pessoa que fuma: ou a pressão médica de ‘ou para ou morre’ ou alguém emocionalmente muito próxima que fica em cima”, complementa. Uma forma dessa pressão do bem ocorrer, de acordo com o psicólogo, é dificultar a manutenção do hábito, por exemplo, não comprando cigarros para o fumante.

Métodos médicos

O Dr. Ricardo conta que o tabagismo é considerado uma das principais causas de doenças evitáveis do mundo, bem como tabagismo passivo. “Ele acelera o processo de envelhecimento dos vasos, o que a gente chama arterosclerose, ou o entupimento dos vasos. Então, para parar de fumar, o principal é a pessoa querer. Se não quiser, não há remédio que funcione”, diz e cardiologista.

Depois dessa decisão, a orientação do médico é analisar quantos cigarros são fumados por dia. “Adificuldade de parar será proporcional ao tempo de fumo e à quantidade de cigarros. Os grupos de interrupção do fumo são um bom começo, com apoio psicológico . Em último caso o suporte medicamentoso, sendo o comprimido mais eficiente, porém apenas com orientação médica”, orienta.

Quando a quantidade de cigarros consumidos não é muito grande, o médico explica que a pessoa pode tentar sozinha. “Alternar o cigarro com o chiclete de nicotina é uma forma de ir se acostumando. Ocupar a boca com palito de cenoura, por exemplo, ajuda a ir trocando um hábito por outro”, aconselha. Outra dica é fumar o cigarro até a metade ou esticar mais o tempo entre um e outro, até parar completamente.

 0 Comentários  |  Comente esta matéria!
mais opiniões
06/10/2016
11/04/2016
26/11/2015
22/07/2015
24/03/2015
21/03/2015
18/03/2015
17/03/2015
09/02/2015
07/01/2015
 menos  1   2   3   4   5   6   7   mais 
enquete
O que você prefere ler?
Polícia
Política
Agronegócios
Variedades
Educação

Se nenhuma das opções sugeridas for de sua escolha, mande sua sugestão através do menu contato
Copyright © 2017 - Arinos Notícias