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14 de Abril, 2014 - 08:35
Os pontos fortes e fracos de cada tipo de mãe

Ser mãe é uma experiência deliciosa, mas nada fácil. Escolher a melhor postura diante dos filhos, passar seus valores e ainda garantir que eles tenham um desenvolvimento saudável exige muito e é uma tarefa de mudança diária. Para te ajudar a aprimorar suas aptidões, a terapeuta Ana Canosa dá dicas e fala sobre os pontos fortes e fracos de cada criação.

“A mãe perfeita misturaria as características de cada uma, mas isso é impossível, então podemos considerar que a mãe ideal, e realista, é aquela que fica atenta aos seus filhos e percebe o que provoca neles, é aquela que se olha e olha também para suas crianças. Dá sempre para ficar atenta, principalmente aos pontos negativos, e tentar desenvolver outras condutas”, explica.

OS TIPOS DE MÃE

A superprotetora


Foto: Jupiterimages/Creatas

É claro que toda mamãe tem medo que seus pequenos se machuquem, mas nem sempre se preocupar demais é bom. “A superprotetora é aquela que tem mais dificuldade de lidar com a independência dos filhos, e esse é um ponto com o qual ela precisa tomar cuidado, porque pode ficar ansiosa quando eles estão longe e controlam suas vidas”, revela.

Os pontos positivos da proteção aumentada são garantir a segurança, conhecer os amigos e conhecer muito bem o cotidiano dos filhos. Os pontos negativos também estão presentes: “os filhos podem temer revelar algumas coisas para a mãe, porque ela vai ficar nervosa e preocupada, e a mãe também pode impedir que eles se socializem corretamente. Outra falha é que se eu protejo demais e se faço tudo por eles não ajudo as crianças a lidarem com o perigo e nem com a frustração, pode atrapalhar o amadurecimento”.

A autoritária

“Essa mãe é meio general, manda tudo e pensa que sabe de tudo. Por um lado, ela tem mais controle da situação e as coisas andam bem da maneira como ela quer, e os filhos aprendem a se submeter àquilo que ela deseja”, conta Ana. Se você se encaixa nesse perfil, o importante é não acabar indo ao extremo e fazendo com que seus filhos tenham medo: “pode criar crianças que temem, porque provoca muito mais receio do que uma relação de afeto. Não cria intimidade afetiva porque a criança não consegue sentir a liberdade de dizer que vai fazer algo diferente do que a mãe quer”.

A amiga


Foto: Comstock Images/Stockbyte

“Essa mãe talvez fique bastante próxima no que se refere a vida emocional e aos desejos, já que ela se põe mais como amiga, e isso favorece muito a comunicação. É comum que elas sejam mais tranquilas em relação a questões delicadas, como a sexualidade, e os filhos se abrem mais para ela”, diz Ana.

Como nem tudo são flores, a grande dificuldade pode estar em colocar disciplina e ser rígida, o que também é uma forma de demonstrar amor. “Dá para fazer as duas coisas e tem que ter hora para tudo. Faça a criança entender que o limite é uma manifestação de afeto, um cuidado. Tem sempre que explicar o motivo de um determinado não ou de uma atitude”, indica.

Mãe secretária

Você tem o costuma de organizar tudo para o seu filho? Então provavelmente se encaixa nesse perfil: “é aquela que faz tudo pelas crianças e é objetiva, ela faz coisas. É a que leva pros compromissos, é organizada e faz acontecer. Isso é muito bom porque ajuda a criar uma rotina mais facilmente e leva o filho a realizar coisas”.

Apesar de muito eficiente, você precisa ter a cautela de não tomar o controle de tudo, afinal, a criança precisa aprender a realizar suas próprias tarefas. “Tem que ficar atenta para não deixar que o filho não crie responsabilidade e seja alguém que não tem controle sobre seus afazeres. Essa mãe também tem que desenvolver a sensibilidade para entender que fazer muito é um sinal de carinho, mas que não exclui a necessidade do carinho emocional que você precisa dar”, adverte.

A exigente


Foto: monkeybusinessimages/iStock

De acordo com Ana, a mãe exigente é aquela que tem uma expectativa muito alta e preestabelecida sobre os filhos, exige muito do comportamento e geralmente é critica demais.“Isso impulsiona a criança a se desenvolver e estudar e aprender mais, e mostra o valor de ter reconhecimento por isso”, completa.

O ponto negativo? Deixar os pequenos tensos: “você geralmente cria pessoas que nunca se sentem suficientemente boas quando é assim, que acham que tudo o que fazem não é reconhecido porque você não consegue reconhecer o mínimo ou características mais simples, o tempo e o ritmo da criança. Quem é muito exigente provoca tensão, porque o filho sente que não pode errar ou que não será tão amada se não tirar um 10, tira a liberdade de fazer traquinagens comuns da infância”.

A dependente

“Essa é aquela mãe que na verdade é filha. Ao invés de se colocar no seu papel ela solicita aos filhos que assumam as tarefas que não são deles, como cuidar da casa ou dos irmãos menores. Ela não decide coisas importantes, não assume responsabilidade e as crianças precisam fazer isso muito cedo. Por um lado, esses filhos crescem com mais responsabilidade e amadurecem mais cedo, mas por outro sentem que falta alguém que lhes estenda a mão e oriente”, adverte.

É preciso lembrar que amadurecer é um processo natural, que não deve ser forçado. “Você tem a perda da infância quando precisa cuidar de tudo muito cedo, mas o pior é a questão emocional, quando os filhos realmente precisam tomar conta dela. Isso dá um sentimento de desamparo e elas se sentem desprotegidas”, finaliza.

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